Coluna semanal do Edu #12 - seja o que você é!

Edu Kawasashi04/04/2026
Coluna semanal do Edu #12 - seja o que você é!

Vocês já pararam para pensar na quantidade de pessoas que conhecemos? E, mais importante: quantas dessas pessoas vocês realmente acham que deixaram seu lado criança ir embora… e nem perceberam?

Não é mistério para ninguém que eu sou um profissional da saúde — calma, calma, Sherlock Holmes… eu sou administrador. Mas, esses dias, conversando com um colega psicólogo, ele me disse algo que ficou martelando na minha cabeça: o adulto só é verdadeiramente feliz quando se encontra com o seu lado criança.

Naquela conversa, estávamos relembrando nossas aventuras jogando RPG, e foi inevitável: comecei a pensar em todas as vezes em que fui criticado por gostar do que eu gosto… mesmo depois de adulto. Aliás — principalmente depois de adulto.

Eu tenho trinta anos. Leio histórias em quadrinhos (menos do que eu gostaria), leio mangás, assisto animes, filmes de super-herói, ficção científica… e muitas vezes a crítica veio de dentro de casa. Gosto de dizer que minha família só conhece a palavra “privacidade” porque fui eu que ensinei o significado (e olha… com esforço, viu?).

Isso tudo me faz pensar na história de quem é adulto há mais tempo: nas coisas que foram obrigados a deixar para trás por causa das responsabilidades, do dia a dia difícil, da vida que não dava pausa. Mas hoje… as coisas estão mudando. Graças a Deus. Ser nerd já não é mais sinônimo de exclusão, perseguição ou vergonha.

Sou nerd, casado com uma nerd, e vivemos momentos completamente normais… quer dizer, quase. Porque ainda acho engraçado quando começo a falar de cosplay com a Sra. Edu e vejo aquele leve desespero surgindo no rosto dela — tipo “lá vem…” (risos). Talvez ainda seja uma barreira, afinal, ela nunca mergulhou tão fundo nessa parte da nerdisse.

Mas o ponto é: vergonha de ser nerd eu nunca senti. Eu sou o que sou. O nome Kawasashi não surgiu para esconder quem eu sou de verdade — até porque eu tenho muito orgulho disso — mas para expandir, para criar um novo universo dentro de alguém que já sonhava bastante.

Ou vocês acham que quando fui expulso do meu planeta natal, Kawaranea, foi tudo tranquilo? Só festa, tapete vermelho e despedida emocionada? Nada disso… foi correria, caos e talvez um ou dois dragões envolvidos (risos).

Amigos, permitam-se ser quem vocês são. Chega de vergonha. Porque, olha… nós, nerds dos anos 2000, já sofremos o suficiente (risos). Era cada bullying fuleiro que, sinceramente… se me permitem, vou contar uma história.

Era uma vez um Eduzinho inocente, de nove anos, com sua revista Ultra Jovem no recreio da escola. Eu estava sentado no chão do saguão, num cantinho perto da porta que dava para o pátio dos fundos. Aquela revista? Eu tinha encontrado dias antes, esquecida num armário da sala. O recreio era o meu momento sagrado de leitura — praticamente um ritual.

Até que três colegas chegaram. Sem aviso, sem motivo, sem nada… arrancaram a revista das minhas mãos. E, como se não bastasse, começaram a rasgá-la bem na minha frente.

Gente… era só uma revista.

Mas naquele momento, entre insultos e até agressões físicas, eu pensei: “Será que eu fiz algo de errado?”

Naquela época, ser nerd era carregar esse tipo de coisa no coração. Mas quer saber de uma coisa? No Yu-Gi-Oh!, aqueles caras não me venciam. JAMAIS. Afinal, o Senhor dos Dragões surgiu naquela época e me acompanhou em todos os card games que já joguei (risos).

E no fim das contas… é isso.

Seja aquilo que te faz bem. Não abandone quem você é só para caber onde claramente não é o seu lugar. O mundo já é confuso demais para você abrir mão do seu próprio “eu” em troca de aceitação.

Espero ter sido claro. Porque, enquanto escrevo isso, sinto que estou desabafando algo que esteve preso no meu peito por muito tempo.

E, se isso te fez pensar um pouquinho que seja… então já valeu a pena.

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