Coluna semanal do Edu #06 - Eles são a minha tripulação.
Eu nunca odiei One Piece, muito pelo contrário. Mas sempre tive muita preguiça de começar o anime e assistir tudo. Naquela época, eram menos de mil episódios, mas já estava chegando bem perto disso.
Toda vez que eu descobria algo novo sobre a história, minha mente viajava pensando em como eles haviam chegado até aquele ponto — e em como o Oda é genial em conectar acontecimentos do East Blue com fatos que surgem oitocentos ou novecentos episódios depois.
Os anos se passaram e, com tudo o que me ocorreu recentemente (e que vocês já estão carecas de saber), One Piece voltou à minha vida.
Minha esposa é uma grande fã da obra… e é tão fofo o jeito como ela me explica as coisas.
Embora eu não acompanhasse o anime antes, conheço os personagens e suas histórias de vida. Então, como era de se esperar, comecei a assistir.
No momento em que escrevo esta coluna, estou quase no episódio 240.
O mesmo aconteceu com Black Clover, mas hoje o espaço é dedicado ao piratinha que estica — e aos seus amigos.
Ah, antes que eu me esqueça: outra coisa que me deu mais vontade de continuar nessa jornada nos últimos duzentos e poucos episódios foi o jogo One Piece Kaizoku Musou 3.
Nele, embarcamos nas aventuras do Bando do Chapéu de Palha pelos mares em busca do lendário tesouro de Gol D. Roger.
Confesso que virou o nosso jogo favorito.
Bater nos heróis e vilões da série faz minha esposa e eu darmos muitas risadas — especialmente quando enfrentamos os almirantes… principalmente o Akainu.
Ultimamente, temos acompanhado bastante o arco atual da história, e a contagem regressiva para a mensagem do Vegapunk está deixando todo mundo ansioso.
Mas o que mais nos preocupa é a saúde do Oda.
Eu não sabia, até hoje de manhã, que ele tem pressão alta e diabetes, e que anos atrás sua saúde já havia ficado mais debilitada.
O que me preocupa é que o Oda está na casa dos 50 anos — não que isso queira dizer muita coisa, mas, considerando a rotina desgastante de um mangaká, imagino que ele trabalhe até a exaustão para manter tudo atualizado semanalmente.
Minha esposa e eu conversamos sobre a situação de saúde dele e sobre o hiato do mangá até dezembro.
Acreditamos que uma nova era de fillers em One Piece pode estar à frente, dependendo da distância entre o mangá e a série de TV.
Muitos anos atrás, perdemos um mangaká de quem eu gostava bastante — Daisuke Satō, roteirista e criador de Highschool of the Dead.
Ele faleceu de uma doença cardíaca e deixou a obra inacabada.
Confesso que já não acompanhava o mangá há muitos anos, mas só de saber que tivemos atualizações até 2017, isso já me deixa desconfortável em tentar reler a obra e reviver aquela sensação de perda.
Não acredito que teremos de nos despedir do Oda tão cedo.
Cinquenta anos não são nada comparados ao que se pode alcançar hoje em dia.
Acredito que ainda teremos muito One Piece pela frente.
Desde que eu tinha uns onze anos — quando o anime passou no SBT pela primeira vez — o sucesso foi instantâneo entre as crianças brasileiras.
Gosto de pensar que, mesmo naquela época, sem sequer saber quem era Eiichiro Oda, só por gostarmos do seu trabalho já estávamos enviando boas energias para ele.
Quando eu ainda era bem jovem (bem mais jovem, na verdade), costumava jogar One Piece em Warcraft III: The Frozen Throne. Longa e mágica história — eu passava tardes e mais tardes jogando aquelas arenas, indo e vindo com vários personagens, de 2008 até 2011.
Era muito divertido.
Não havia uma história a seguir, mas lá estava eu com eles.
Quando jogava RPG pelo MSN, alguns amigos criavam fakes dos personagens de One Piece.
Até hoje me lembro do lançamento do filme One Piece: Strong World, em 12 de dezembro de 2009.
Senhoras e senhores, foi o primeiro filme de One Piece que assisti — naquela época em que tínhamos que baixar o filme do site One Piece Project em três ou mais partes distintas, em gloriosos 360p (ou menos).
Fico tão nostálgico.
O que tenho pra dizer é que One Piece me acompanhou enquanto eu crescia.
Sempre esteve por perto — algum amigo sempre assistia e comentava comigo sobre o anime.
E hoje, depois de “milhares de anos”, estou em Water 7, um dos arcos que eu mais gostava de ver em AMVs.
Espero ter conseguido expressar um pouco da minha situação atual com esse anime. (risos)

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