Coluna semanal do Edu #03 - Demon Slayer o castelo infinito.
Foi absolutamente cinema do início ao fim
O que acontece do minuto um ao último é a forma mais bela, empolgante e desafiadora de assistir a um filme. Você vê tudo, você sente tudo, e no final é como se o Muzan desafiasse cada espectador a ir até ele, atravessando o Castelo Infinito.
Vamos começar? Respiração do sarcasmo, primeira forma...
A queda
Temos que falar sobre a queda.
Eu já estou acostumado a ver personagens de anime pulando para lá e para cá com uma facilidade absurda, mas aqui… aqui é o momento em que o filho chora e a mãe não vê. A queda é a primeira coisa que vemos, e depois, logo nas aterrisagens, novas quedas acontecem de novo, e de novo, como se estivéssemos caindo para sempre.
E aí você pode pensar: “Mas Edu, não fica repetitivo?”
Longe disso, little mafagafo.
A dificuldade de se equilibrar, o chão abrindo a todo momento, as paredes se movendo e jogando todo mundo em queda livre… isso apertava meu coração a cada instante. E eu ADOREI ISSO!
Senhoras e senhores, aquele cenário lindo passando em frames rapidíssimos, ou em câmera lenta, deixava tudo sufocante de um jeito maravilhoso. O castelo é infinito, sim, mas não saber onde você vai aterrissar torna o infinito ainda mais perigoso.
Respirei. Agora, fala sério: e aquela arquitetura durante as quedas? Eu sei, estou repetindo, mas é tudo tão bonito que merecia aplausos à parte. É arquitetura, é magia, é Oni controlando tudo — e, no caso dessa Oni em específico, uma violeira que vai levar um drible daqueles mais tarde (risos).

“Te lembra desse haori, jaguara?!”
Nenhuma luta foi leviana. Todo mundo tinha uma unha para arrancar do inimigo. Vingança e legado foram os grandes motores das batalhas. E o desejo de viver — “eu quero viver pelo que ainda não fiz” — brilhou forte na luta do Akaza. Mas já chego lá.
Antes, precisamos falar da Shinobu.
Personagem calma, serena, mas que perde a cabeça quando precisa. Contra o Doma, ela brilhou forte. E ele também teve seus momentos poderosos com aquele kekkijutsu de gelo, que, convenhamos, ficou lindíssimo na tela.
A velocidade da Shinobu, os golpes certeiros, os efeitos visuais no máximo… gente, foi surreal. Uma luta que poderia ter sido esquecida virou emoção pura. Veneno contra gelo — meu combo perfeito. Eu não sabia o que olhar.
A Sra. Edu, do meu lado, dizia o tempo todo: “ela vai usar o veneno mais forte ainda”. Mas não usava. Spoilerzinho básico: o corpo dela já estava puro veneno, e isso vai pegar o Doma mais tarde.
Ver a Hashira que eu mais curtia lutando por vingança me lembrou Oberyn Martell em Game of Thrones. Mesma energia, mesmo resultado. Tá tudo bem buscar vingança, mas não dá para focar só nisso em plena luta. Como diria Ash Ketchum: “use a velocidade, não a força”. Pena que Shinobu, igual ao Charizard, não obedeceu.

Marcos como Shinobu e Edu como Doma.

Katchauu!!
E o Zenitsu, hein?
Macho alfa, gorilão da bola azul! O que esse menino comeu para ficar tão sério assim? O Muzan virou side quest para ele.
Quando vi o trailer, achei que fosse ilusão, kekkijutsu, sei lá. Mas não. Era a maior motivação dos animes: VENDETTA. Sasuke aplaudiu, Gon e Kurapika choraram abraçados, até o Guts derramou uma lágrima. Eu vi, eu era a lágrima.
Zenitsu sempre foi o azarão, aquele que só sabia a primeira forma da respiração do trovão. Kaigaku, por outro lado, dominava todas menos a primeira. E é aí que mora a frustração: sem a base, você nunca é excelente.
Enquanto a luta seguia, Zenitsu teve aquele papo mental com o mestre. Não lembro palavra por palavra, mas era algo tipo: “queima o cosmo, bate só na cara dele, mostra o tamanho do teu relâmpago”. E assim nasceu a sétima forma.
Kaigaku achava que sabia de tudo, mas esqueceu a regra básica dos animes: sempre tem um golpe escondido no bolso. Foi moleque, e morreu por isso.

"Espera ai fandom de Demon Slayer, eu tô zoando"

Akaza, seu passado não te redimiu, chinelão
Mais um Oni com passado triste.
Akaza foi um garoto pobre, com pai doente, cedo marcado como criminoso. Conheceu a felicidade ao lado de um mestre e de uma noiva, mas perdeu tudo. Daí nasceu o demônio — antes mesmo de Muzan aparecer.
Na luta contra Tanjiro e Tomioka, a comparação do Tanjiro com a imagem de alguém do passado deixou Akaza perturbado. Mas, no fim, sentimentos enterrados são fraqueza para Oni.
Agora, sejamos sinceros: Tanjiro tinha a vitória na mão, e o que fez? Anunciou o golpe! Tomioka, em silêncio, parecia até pedir desculpas: “não liga não, ele é novo nisso”.
Rengoku foi vingado? Sim, e em grande estilo durante a luta. Mas a resolução final só aconteceu porque Akaza decidiu se matar. Do jeito que os protagonistas estavam, não tinham chance.

Era uma mensagem para nós.
Quando o filme chega ao final nós temos a cena de Muzan nos confins do do castelo infinito, gritando e desafiando os caçadores a irem até ele, a buscá-lo no meio daquela confusão toda, mas senhoras e senhores, como disse no inicio, não era um chamado apenas aos caçadores. O filme instiga nós, os espectadores a acompanharmos os heróis através do castelo infinito atrás do grande demônio até a a queda de Muzan ou dos caçadores, até o último minuto da noite, aconteça o que acontecer.

Bom, cansei. Deixei muita coisa de fora, mas é para isso que vocês estão aqui: comentem e completem comigo.
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