Coluna semanal do Edu #01 - Estou assistindo Demon Slayer.
Agora que já deixei claro o que penso sobre essa obra, bora falar do que estou realmente achando.
Sinceramente, eu sinto falta de animes assim. Aquela base forte na tradição, os nomes dos personagens, os golpes com nomes gritando no vento… tudo isso me joga direto de volta para infância, quando eu assistia animes que bebiam muito do folclore japonês. Eu amo ver os kimonos, as casinhas típicas, as paisagens e, claro, aquele respeito exagerado dos personagens com qualquer pessoa mais velha ou com status. É um charme que não envelhece.
Quando vi a primeira temporada lá por 2021 ou 2022 (já perdi a conta), pensei: “É isso! Esse anime vai substituir vários outros no meu coração.” Só que… não rolou. Gostei, mas nunca mais voltei. A exceção foi o filme do Trem Infinito — que, convenhamos, é muito bom. Mas depois? Absolutamente nada. Larguei Kimetsu no Yaiba no fundo da fila e pensei: “Um dia eu volto para esse anime meio genérico que tenta ser Fullmetal.”
Sim, eu sei que vocês querem entender essa comparação. Eu digo que Demon Slayer é uma cópia de Fullmetal não porque eu realmente acredito, mas porque eu adoro provocar o fandom (que, sejamos sinceros, todo fandom é meio insuportável). E antes que reclamem, saibam que foi o Rafai quem disse que fã fanático é “sem banho e feio”. Não eu! Nunca eu.
Voltando: as coincidências são óbvias. Família destruída: em Demon Slayer, o Michael Jackson de quimono mata todo mundo do Tanjiro; em Fullmetal, o pai do Ed e do Al saiu para comprar cigarro e nunca mais voltou, e a mãe morreu “de morte morrida”. O ente querido não-humano? Check. A motivação do protagonista para trazer esse parente de volta? Check. Organização militar que dá os meios pro herói buscar sua meta? Check de novo — Alquimistas Federais em FMA, Kisatsutai em DS. Até o lance do poder adquirido pelo conhecimento é parecido: respiração da água para Tanjiro, alquimia pro Ed. E os vilões? Homúnculos do Pai em FMA, Onis do Muzan em DS. Tá tudo aí.
E é justamente por isso que eu gosto tanto de Demon Slayer: porque ele me lembra uma das minhas obras favoritas, mas ainda traz esse charme tradicional que me ganha. Sim, eu bato muito nessa tecla da tradição — mal de historiador, relevem.
Mas o verdadeiro motivo de eu ter voltado agora é simples: o Castelo Infinito. Ele estreia um dia antes do meu aniversário, no dia 11 de setembro, e eu e minha noiva já estamos combinados de assistir. Até chamei os bergamoters — só o Rafai deve ir. O Marcos, esse salame, tá se fazendo de difícil, e o Lemos… bom, o Lemos foi preso. (Mentira.)
De qualquer forma, eu queria chegar no filme com todo o contexto fresco na memória. Porque sei que vai ser um sucesso, vai gerar comoção e, sinceramente, não quero ser o cara que fica boiando.
E ó, se você for assistir: vá de cosplay! Valorize o que você ama, sem medo de julgamento (mesmo que o Rafai ache você um idiota, deixa para lá). Cosplayer é incrível — só não vá bancar o chato que fica posando com criança forçada. Ninguém gosta de cosplayer chato.

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